MULHER É VIDA E VIDA É MULHER
No
dia 8 de março, comemora-se o dia internacional da mulher. Tudo começou nesse
mesmo dia, em 1857, na cidade de Nova York, onde ocorreu a primeira greve
conduzida por mulheres, que eram operárias das indústrias têxteis e trabalhavam
em regime de escravidão cerca de 16 horas. Pretendiam uma jornada de 10 horas
de trabalho. Ao reivindicarem seus direitos, foram reprimidas violentamente
pela polícia e para defender-se da tamanha agressão, refugiaram-se nas
fábricas. Os donos em represália a ação das mulheres, atearam fogo nas
indústrias e assim o fato histórico registra a morte de 129 operárias queimadas
vivas ou mortas por asfixia.
Desse
modo a presença feminina teve que passar por grandes provações a fim de
conquistar seus direitos. Em Copenhague, no ano de 1910, na segunda Conferencia
Socialista Internacional da mulher, ficou decidido que a data 8 de março seria
o Dia Internacional da mulher.
A
mulher em toda a sua história vem crescendo e conquistando o seu espaço,
tornando-se sujeita deste processo de transformação. Ela gera o filho,
amamenta-o, cuida dele, educa-o para a vida. Assim no sistema matriarcal a mãe
cuidava de tudo e de todos, e nada escapava do seu comando. Nos povos indígenas
e em outras tribos a influência da mãe era bastante grande, pois ela, além de
gerar os filhos, cuidava da família e do trabalho. Embora tenha que ser forte
para suportar todas estas atividades, pois a presença do companheiro, muitas
vezes machista, é esporádica, sobretudo nos momentos de prazer.
Mas
existem também outros dados importantes na história da mulher. Só em 1827
permitiu-se a sua presença nos bancos escolares de ensino básico; portanto, ela
sempre foi marginalizada no nível cultural. Em 1871, as mulheres puderam cursar
o magistério, desde que se incluíssem no curso “trabalhos manuais” logo quem
olhar atento para a história verá que a ausência da mulher, foi por motivos
discriminatórios. É importante olharmos para o nosso interior, e assim tomarmos
consciência da opressão a que nossas mães e irmãs e filhas e esposas foram
submetidas. Acima de tudo precisamos ajudar a combater a situação desigual que
há em nosso planeta onde ainda se vê a mulher como sexo frágil que não pode
desempenhar algumas atividades.
No
processo da libertação da mulher, descobrimos que é possuidora de direitos e
deveres iguais aos do homem, e que desempenha as atividades tão bem que,
provocando uma certa inveja em quem observa, tornando-a participante ativa
desta sociedade.
Em
1932 as mulheres votaram pela primeira vez conquistando o espaço no campo da
política, e assim se tornando histórica a luta política e pela vida. as
mulheres, principalmente as mais jovens, descobrem muito cedo um maior
engajamento pelo social. Posicionam-se contra a exploração, a miséria, o
machismo, as injustiças. Lutam para construir um novo projeto histórico.
Em
1975, foi decretado pela ONU “O Ano Internacional da Mulher” reconhecidamente
por sua atuação em diversos sentidos: no lar, no trabalho, na escola, na
igreja, no sindicato e em todos os segmentos dessa sociedade opressora.
Portanto,
a “rainha do lar” hoje é a “cinderela” dos escritórios, das fábricas, das salas
de aula, as esposas amantes que conquistam a cada momento seu espaço social. É
necessário reconhecer a dignidade dessa mulher, mãe e companheira em qualquer
função e lugar, em todos os momentos. A esta pessoa humana que é forte e
corajosa devemos todo o respeito e admiração.
Frei
Paulo Zanatta

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